Proposta de leitura orante no período de 07 a 13 Março

Segue abaixo a décima quarta proposta de leitura orante para a Igreja Batista do Caminho.

Período: 07 a 13 Março

Texto: João 6:53-66

Método:

  • Leitura: O que o texto diz?
  • Meditação: O que Deus está me falando?
  • Oração: O que o texto me faz dizer a Deus?
  • Contemplação: Qual o meu novo olhar?

Sugestão de Inspiração:

  • Música: Libera – Sanctus

    Tradução: Santo

    Santo, Santo
    Bendito, Bem-aventurado aquele que vem
    Em nome do Senhor
    Domine (2x)
    Santo, Santo
    Abençoados em
    Nome do Senhor (2x)
    Bendito o que vem em Seu nome
    Bendito, Bem-aventurado aquele que vem
    Em nome do Senhor
    Domine (2x)
    Santo Senhor dos exércitos,
    Céu e terra proclamam sua Glória (2x)
    Santo, Santo

  • Pintura: Ceia (Fonte: https://dioceseourinhos.wordpress.com)
  • Ceia

2 ideias sobre “Proposta de leitura orante no período de 07 a 13 Março

  • Queridxs, se eu fosse teólogo, comentaria o seguinte:
    “Irmãos e irmãs,
    sabemos que a chamada Teologia da Prosperidade é um ídolo de pés de barro destroçado por cada página do Santo Evangelho, pois em lugar algum das Escrituras o Mestre de Nazaré propõe a acumulação, e sim a divisão. Logo após narrar a multiplicação dos pães generosamente compartilhados, Cristo se põe novamente a dividir, mas não os pães: dessa vez, ele quer dividir a si mesmos.
    Irmãos e irmãs, há pouco nos deixou aquele maravilhoso ateu que foi Umberto Eco. Quem leu “O Nome da Rosa” ou viu o filme lembra-se que há uma discussão entre os teólogos para decidir se Jesus era dono das roupas que vestia, pois isso seria o precedente para justificar a riqueza acumulada pela Igreja Católica. Irmãos e irmãs, Cristo estava vestido mas não se considerava dono sequer de seu corpo pois até isto ele oferecia em prol da paz entre os homens, pois, fazendo-se pão a ser compartilhado em memória de seu sacrifício, torna-se Ele elemento de unidade entre as mais diferentes pessoas.
    Cristo anuncia aqui a sua opção radical pelos pobres, sacrificando-se por um mundo melhor, como dois mil anos depois o faria também o Reverendo Luther King que, ao saber da morte de Kennedy, anunciou à congregação que não completaria 40 anos e, na quinta-feira anterior à Páscoa, caiu, abatido quando planejava com os cantores o culto da noite, aos 39 anos. Quem de nós teria a mesma coragem de Cristo e de Luther King de entregar a própria vida em prol da fraternidade?
    Quanto mais acumulamos, quanto mais pensamos em nós mesmos, mais distantes estamos desse horizonte que fitamos sempre diante de nossos olhos, horizonte tão inatingível quanto almejado: Jesus de Nazaré”.

  • “A memória mais forte que tenho do cozinhar é a de um pai preparando um peixe para o forno. Ele ficava transfigurado. Acho que teria se realizado mais como cozinheiro. Quando via o prazer no rosto dos convidados, era como se estivessem devorando ele mesmo, o cozinheiro, antropofagicamente. Todo cozinheiro quer sentir-se devorado. Toda comida é antropofagia, toda comida é sacramento.”
    ALVES, Rubem. Pimentas. 2a edição. São Paulo: Planeta, 2014, pág. 45

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