Proposta de leitura orante no período de 25 a 31 de Julho

Segue abaixo a proposta semanal de leitura orante para a Igreja Batista do Caminho.

Período: 25 a 31 de Julho

Texto: Miquéias 3:9-12

Método:

Leitura: O que o texto diz?
Meditação: O que Deus está me falando?
Oração: O que o texto me faz dizer a Deus?
Contemplação: Qual o meu novo olhar?
Sugestão de Inspiração:

Música: Kivitz – Brisa Leve

Imagem:  Koralov

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1 ideia sobre “Proposta de leitura orante no período de 25 a 31 de Julho

  • Se eu fosse diácono, comentaria assim esse texto:
    “Irmãos e irmãs,
    Feuerbach , filósofo alemão, dizia que teologia é antropologia porque as diferentes civilizações projetam nos deuses os seus valores. Saberemos o que pensam os povos, quais seus valores, se olharmos os seus deuses. Sendo a religião o reflexo de uma civilização, se a religião tem valores corruptos, é porque a sociedade da qual ela faz parte se corrompeu primeiro. Disse Jesus que onde está o tesouro do homem, ali está seu coração, antecipando, assim, a tese de Feuerbach.
    E é isto que Miqueias denuncia neste texto. Sião, a cidade sagrada, estava sendo construída com sangue derramado. (Como assim? Sião já não estava construída? Não, porque nenhuma cidade está pronta. Nenhuma cidade é. Todas as cidades estão sendo. As cidades são sempre obras inacabadas, construídas e reconstruídas diariamente.) Jerusalém, que deveria ser o endereço da Justiça, estava cheia de injustiça. O coração daquelas pessoas não estava na Justiça, estava no acúmulo de riquezas, e isso abriu as portas para o comércio da fé. Irmãos e irmãs, aquele que usa o nome de Jesus para acumular riquezas e diz aos fiéis que a pessoa abençoada é aquela que acumula bens materiais não está seguindo Jesus de Nazaré, não está adorando ao Eterno que não cabe em templos: está adorando bezerros de ouro, está adorando Manon, está adorando ao dinheiro.
    Na peça de Shakespeare, Hamlet diz que há algo podre no reino da Dinamarca e isso tem muito a ver conosco, porque, embora o texto de Shakespeare não menciona isso, reza a lenda que a coroa da Dinamarca contém um dos pregos usados na crucificação de Cristo. E a corrupção que Hamlet denuncia começa no leito de sua própria mãe, que casou-se com seu cunhado, assassino de seu marido. E quando nas igrejas sentimos um cheiro de podridão, é porque a imundície está guardada em sua parte mais íntima: não no leito do casal, pois não o há na igreja, mas no Santíssimo, onde está entronizado não o corpo de um subversivo executado por se irmanar aos oprimidos, mas as moedas de prata pelas quais esse subversivo foi vendido e entregue aos opressores.
    Oremos, irmãos e irmãs, para que em nossa igreja sintamos sempre o cheiro do sangue libertador de Cristo e não o cheiro do dinheiro corruptor.”

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